não tenho vivido bons dias. esporro, gripe, decepção. parece que quando a vida anda de um lado ela fode de outro.
ninguém sabe me dizer aquilo que eu preciso/quero ouvir, e a culpa não é de ninguém além de minha, que quero é ficar na minha e não escutar nada de ninguém.
ai, ai, ai, esse freud que vive dentro de mim me faz orgulhosa demais. pior que nesse exato momento milhares de coisas estão passando pela minha cabeça e eu não posso escrever nada além das divagações pra não correr o risco de ser lida e entendida por quem não deveria.
vou apelar pro chico:
roda viva
chico buarque/1967
tem dias que a gente se sente
como quem partiu ou morreu
a gente estancou de repente
ou foi o mundo então que cresceu
a gente quer ter voz ativa
no nosso destino mandar
mas eis que chega a roda-viva
e carrega o destino pra lá
roda mundo, roda-gigante
roda-moinho, roda pião
o tempo rodou num instante
nas voltas do meu coração
a gente vai contra a corrente
até não poder resistir
na volta do barco é que sente
o quanto deixou de cumprir
faz tempo que a gente cultiva
a mais linda roseira que há
mas eis que chega a roda-viva
e carrega a roseira pra lá
A roda da saia, a mulata
não quer mais rodar, não senhor
não posso fazer serenata
a roda de samba acabou
a gente toma a iniciativa
viola na rua, a cantar
mas eis que chega a roda-viva
e carrega a viola pra lá
o samba, a viola, a roseira
um dia a fogueira queimou
foi tudo ilusão passageira
que a brisa primeira levou
no peito a saudade cativa
faz força pro tempo parar
mas eis que chega a roda-viva
e carrega a saudade pra lá
tudo bem, tudo bem, ele fala do mundo, e eu só de mim.
saco... mil pensamentos e não posso vomitar nenhum...
19 junho 2008
11 janeiro 2008
tragando a vida
você enche o pulmão de fumaça
uma fumaça que você nunca havia experimentado antes
e depois deste primeiro trago
você fuma fuma fuma
até que um dia resolve deixar de fumar
e então a tua nescesidade de toda aquela droga
de todo aquele ritual
você substitui
por um saquinho de balas
que te dá mais prazer
e não te mata aos poucos
29 setembro 2007
o que dizem de mim por aí
a fé solúvel - o teatro mágico
(fernando anitelli)
é, me esqueci da luz da cozinha acesa
de fechar a geladeira
de limpar os pés,
me esqueci, jesus!
de anotar os recados
todas janelas abertas,
onde eu guardei a fé... em nós
meu café em pó solúvel
minha fé deu nó
minha fé em pó solúvel
é... meu computador
apagou minha memória
meus textos da madrugada
tudo o que eu já salvei
e o tanto que eu vou salvar
das conversas sem pressa
das mais bonitas mentiras
hoje eu não vivo só... em paz
hoje eu vivo em paz sozinho
muitos passarão
outros tantos passarinho
que o teu afeto me afetou é fato
agora faça me um favor
um favor... por favor
a razão é como uma equação
de matemática... tira a prática
de sermos... um pouco mais de nós!
que o teu afeto me afetou é fato
agora faça me um favor
um favor... por favor
a música é minha atual percepção de mim... (por "atual" entenda os 6 minutos e 13 segundos em que ela tocou aqui)
a interpretação que eu vou tentar fazer aqui só vai servir pra ninguém entender nada do que eu disser, mas é mais uma auto-análise do que uma tentativa de me explicar pra quem tentar me ler...
tudo isso tem um pouco a ver com a minha despreocupação com coisas pouco importantes... é um foda-se para todos os valores que não me importam, tudo que é aparente, irreal, ícone, marca, embalagem, plástico...
toda minha fé não é, toda fé em algo maior, alguma força, segredo... eu só acredito em mim, no que sinto, sei e sou...
tudo passa, e sempre ficam saudades, memórias, lembranças... sou tudo aquilo que lembro do que disse nas conversas mais estranhas com as pessoas mais próximas da minha (in)sanidade...
tudo isso é bom...
e mesmo que a música não queira dizer nada disso, foi isso que ela me disse...
e talvez nem diga mais...
(fernando anitelli)
é, me esqueci da luz da cozinha acesa
de fechar a geladeira
de limpar os pés,
me esqueci, jesus!
de anotar os recados
todas janelas abertas,
onde eu guardei a fé... em nós
meu café em pó solúvel
minha fé deu nó
minha fé em pó solúvel
é... meu computador
apagou minha memória
meus textos da madrugada
tudo o que eu já salvei
e o tanto que eu vou salvar
das conversas sem pressa
das mais bonitas mentiras
hoje eu não vivo só... em paz
hoje eu vivo em paz sozinho
muitos passarão
outros tantos passarinho
que o teu afeto me afetou é fato
agora faça me um favor
um favor... por favor
a razão é como uma equação
de matemática... tira a prática
de sermos... um pouco mais de nós!
que o teu afeto me afetou é fato
agora faça me um favor
um favor... por favor
a música é minha atual percepção de mim... (por "atual" entenda os 6 minutos e 13 segundos em que ela tocou aqui)
a interpretação que eu vou tentar fazer aqui só vai servir pra ninguém entender nada do que eu disser, mas é mais uma auto-análise do que uma tentativa de me explicar pra quem tentar me ler...
tudo isso tem um pouco a ver com a minha despreocupação com coisas pouco importantes... é um foda-se para todos os valores que não me importam, tudo que é aparente, irreal, ícone, marca, embalagem, plástico...
toda minha fé não é, toda fé em algo maior, alguma força, segredo... eu só acredito em mim, no que sinto, sei e sou...
tudo passa, e sempre ficam saudades, memórias, lembranças... sou tudo aquilo que lembro do que disse nas conversas mais estranhas com as pessoas mais próximas da minha (in)sanidade...
tudo isso é bom...
e mesmo que a música não queira dizer nada disso, foi isso que ela me disse...
e talvez nem diga mais...
11 julho 2007
vc chupa o que eu chupo?
meus almoços costumam durar uma hora e meia, e os assuntos sempre são dos mais bizarros (em geral, quase pra engasgar de rir)outro dia discursamos sobre uma dúvida idiota (entre outras) que eu sempre tive: porque se você oferece uma chupada do seu pirulito ou sorvete pode ser que alguém aceite, mas se você oferecer uma bala (chupada) é cara de nojo na certa?
é fácil concluir que sua reação seria a mesma, mas explicar o porquê não me pareceu tão simples.
depois de hora dando as desculpas mais idiotas conseguimos chegar a uma conclusão razoável: tudo tem lados positivos e negativos, e peso nas suas decisões, até a baba alheia.
do princípio:
• chupe e ofereça uma bala e um pirulito
- semelhança: a bala e o pirulito estão cheios de baba.
- diferença: o pirulito você oferece segurando pelo palitinho, a bala com a mão
daí:
• compre um pacote de mentos, pegue uma bala (com a mão) e ofereça a alguém - ela deve aceitar a bala, mesmo tendo sido "pegada"
- semelhança: o pirulito e a bala tomaram uma "mãozada"
- diferença: a bala não estava babada
e então chegamos ao seguinte:
se os dois estão babados, eu prefiro aquele que você babou mas não botou a mão. mas se você pegar com a mão eu prefiro o que não esteja babado.e depois de horas imaginando as mais bizarras combinações de como oferecer balas e pirulitos conseguimos concluir que, na verdade, o aceitar ou não a tal guloseima não é o fato puro e simples de ela estar babada, "pegada", suja, feia, quebrada ou não. o que importa é quanto pesa pra você cada uma dessas possibilidades.
inconscientemente a gente se pergunta:
eu conheço quem está me oferecendo a bala?
eu confio nessa pessoa?
ela é limpinha?
a bala tá babada?
ela pegou com a mão?
entre outras, e atribui peso a cada sim ou não. daí aceita ou não o doce.
e não é que a teoria se aplica à vida com maior amplitude?você pesa mil coisas antes de aceitar um emprego, antes de trepar, de comer, de comprar um sapato, antes mesmo de publicar um post tão confuso e cretino assim.
viu? e você nem sabia que seus neurônios trabalham do mesmo jeito tanto na hora de comprar uma bolsa caríssima quanto na hora de aceitar mascar um chiclete mascado e sem gosto.
23 junho 2007
é pique, é pique
este ano eu decidi não armar nenhuma comemoração pro meu aniversário.
nem eu mesma consigo explicar porque. Talvez esteja um pouco cansada e já tenha começado a guardar energia pra quando chegarem os 30.
recebi poucos e-mails, poucos telefonemas, e um número menor ainda de abraços. Mas estes poucos foram com um carinho enorme.
ando me sentindo bastante distante das pessoas que gosto, familia, amigos. Ando trabalhando demais. Na verdade, eu adoro meu trabalho, e me arrisco até a dizer que adoro trabalhar demais, mas não me sobra muito tempo e pique pra me divertir.
acho que tô em crise comigo mesma, de novo. Mais uma daquelas crises que a gente tem o tempo todo na vida...
adorava quando perdia horas assistindo desenho, ouvindo música, vendo um filme... até fazendo nada...
mas pra dizer bem a verdade, se ninguém armou nenhuma festa surpresa por ai, eu consegui, e não gostei: esse vai ser o aniversário mais solitário que já tive.
nem eu mesma consigo explicar porque. Talvez esteja um pouco cansada e já tenha começado a guardar energia pra quando chegarem os 30.
recebi poucos e-mails, poucos telefonemas, e um número menor ainda de abraços. Mas estes poucos foram com um carinho enorme.
ando me sentindo bastante distante das pessoas que gosto, familia, amigos. Ando trabalhando demais. Na verdade, eu adoro meu trabalho, e me arrisco até a dizer que adoro trabalhar demais, mas não me sobra muito tempo e pique pra me divertir.
acho que tô em crise comigo mesma, de novo. Mais uma daquelas crises que a gente tem o tempo todo na vida...
adorava quando perdia horas assistindo desenho, ouvindo música, vendo um filme... até fazendo nada...
mas pra dizer bem a verdade, se ninguém armou nenhuma festa surpresa por ai, eu consegui, e não gostei: esse vai ser o aniversário mais solitário que já tive.
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