07 agosto 2008

saindo da área de teste nucleares

quantas vezes eu já me perguntei que caminho tomar... no final das contas sempre acredito ter escolhido o melhor... mesmo pq, até o pior deles te deixa, no mínimo, com histórias engraçadas pra contar (sim, toda tragédia um dia vira piada).

hoje passei o dia todo me perguntando o que aconteceria de mais extraordinário até o dia acabar (e acabou mesmo, agora são 0:10).

trabalhei durante muito tempo na media contacts, lugar que hoje e sempre vai me deixar saudades, das pessoas, do trabalho, de tudo.

e isso não é arrependimento não, é só reconhecimento.

descobri lá, nestes últimos anos o que eu sou e gosto de fazer, e considero isso uma coisa importantíssima pra essa tal de adult age.

mas o detalhamento do assunto acaba aqui, pois de novo me coloco no velho problema de ter escolhido falar disso num blog.

isso tudo de internet é muito vigiado, e desde que me tornei uma profissional de publicidade online isso tem sido exatamente o que mais me incomoda, estar me sentido vigiada, presa, controlada, e até estas memórias/lembranças/lamúrias/reclamações têm sido censuradas (por mim, não pra evitar falar demais, mas pra evitar ser lida demais)

pra quem sabe do contexto de hoje (e quem não souber pergunte) sou competente, inteligente, legal (e prepotente), por isso hoje meus atos todos foram de coragem...

pra tomar decisões...

pra falar o que eu penso...

pra seguir meu caminho...

pra ser feliz...

e coragem até pra registrar tudo isso aqui!!!

mesmo porque, sabe o que acontece se você for bem boazinha?












você se fode!!!

19 junho 2008

roda viva

não tenho vivido bons dias. esporro, gripe, decepção. parece que quando a vida anda de um lado ela fode de outro.

ninguém sabe me dizer aquilo que eu preciso/quero ouvir, e a culpa não é de ninguém além de minha, que quero é ficar na minha e não escutar nada de ninguém.

ai, ai, ai, esse freud que vive dentro de mim me faz orgulhosa demais. pior que nesse exato momento milhares de coisas estão passando pela minha cabeça e eu não posso escrever nada além das divagações pra não correr o risco de ser lida e entendida por quem não deveria.

vou apelar pro chico:

roda viva
chico buarque/1967

tem dias que a gente se sente
como quem partiu ou morreu
a gente estancou de repente
ou foi o mundo então que cresceu
a gente quer ter voz ativa
no nosso destino mandar
mas eis que chega a roda-viva
e carrega o destino pra lá

roda mundo, roda-gigante
roda-moinho, roda pião
o tempo rodou num instante
nas voltas do meu coração

a gente vai contra a corrente
até não poder resistir
na volta do barco é que sente
o quanto deixou de cumprir

faz tempo que a gente cultiva
a mais linda roseira que há
mas eis que chega a roda-viva
e carrega a roseira pra lá

A roda da saia, a mulata
não quer mais rodar, não senhor
não posso fazer serenata
a roda de samba acabou

a gente toma a iniciativa
viola na rua, a cantar
mas eis que chega a roda-viva
e carrega a viola pra lá

o samba, a viola, a roseira
um dia a fogueira queimou
foi tudo ilusão passageira
que a brisa primeira levou

no peito a saudade cativa
faz força pro tempo parar
mas eis que chega a roda-viva
e carrega a saudade pra lá

tudo bem, tudo bem, ele fala do mundo, e eu só de mim.

saco... mil pensamentos e não posso vomitar nenhum...

11 janeiro 2008

tragando a vida

você enche o pulmão de fumaça

uma fumaça que você nunca havia experimentado antes

e depois deste primeiro trago

você fuma fuma fuma

até que um dia resolve deixar de fumar

e então a tua nescesidade de toda aquela droga

de todo aquele ritual

você substitui

por um saquinho de balas

que te dá mais prazer

e não te mata aos poucos


p.s.: tô tentando parar de fumar, não parar de viver!

29 setembro 2007

o que dizem de mim por aí

a fé solúvel - o teatro mágico
(fernando anitelli)

é, me esqueci da luz da cozinha acesa
de fechar a geladeira
de limpar os pés,
me esqueci, jesus!
de anotar os recados
todas janelas abertas,
onde eu guardei a fé... em nós

meu café em pó solúvel
minha fé deu nó
minha fé em pó solúvel

é... meu computador
apagou minha memória
meus textos da madrugada
tudo o que eu já salvei
e o tanto que eu vou salvar
das conversas sem pressa
das mais bonitas mentiras

hoje eu não vivo só... em paz
hoje eu vivo em paz sozinho
muitos passarão
outros tantos passarinho

que o teu afeto me afetou é fato
agora faça me um favor
um favor... por favor

a razão é como uma equação
de matemática... tira a prática
de sermos... um pouco mais de nós!

que o teu afeto me afetou é fato
agora faça me um favor
um favor... por favor


a música é minha atual percepção de mim... (por "atual" entenda os 6 minutos e 13 segundos em que ela tocou aqui)

a interpretação que eu vou tentar fazer aqui só vai servir pra ninguém entender nada do que eu disser, mas é mais uma auto-análise do que uma tentativa de me explicar pra quem tentar me ler...

tudo isso tem um pouco a ver com a minha despreocupação com coisas pouco importantes... é um foda-se para todos os valores que não me importam, tudo que é aparente, irreal, ícone, marca, embalagem, plástico...

toda minha fé não é, toda fé em algo maior, alguma força, segredo... eu só acredito em mim, no que sinto, sei e sou...

tudo passa, e sempre ficam saudades, memórias, lembranças... sou tudo aquilo que lembro do que disse nas conversas mais estranhas com as pessoas mais próximas da minha (in)sanidade...

tudo isso é bom...

e mesmo que a música não queira dizer nada disso, foi isso que ela me disse...

e talvez nem diga mais...

11 julho 2007

vc chupa o que eu chupo?

meus almoços costumam durar uma hora e meia, e os assuntos sempre são dos mais bizarros (em geral, quase pra engasgar de rir)

outro dia discursamos sobre uma dúvida idiota (entre outras) que eu sempre tive: porque se você oferece uma chupada do seu pirulito ou sorvete pode ser que alguém aceite, mas se você oferecer uma bala (chupada) é cara de nojo na certa?

é fácil concluir que sua reação seria a mesma, mas explicar o porquê não me pareceu tão simples.

depois de hora dando as desculpas mais idiotas conseguimos chegar a uma conclusão razoável: tudo tem lados positivos e negativos, e peso nas suas decisões, até a baba alheia.

do princípio:

• chupe e ofereça uma bala e um pirulito

- semelhança: a bala e o pirulito estão cheios de baba.
- diferença: o pirulito você oferece segurando pelo palitinho, a bala com a mão

daí:

• compre um pacote de mentos, pegue uma bala (com a mão) e ofereça a alguém - ela deve aceitar a bala, mesmo tendo sido "pegada"

- semelhança: o pirulito e a bala tomaram uma "mãozada"
- diferença: a bala não estava babada

e então chegamos ao seguinte:

se os dois estão babados, eu prefiro aquele que você babou mas não botou a mão. mas se você pegar com a mão eu prefiro o que não esteja babado.

e depois de horas imaginando as mais bizarras combinações de como oferecer balas e pirulitos conseguimos concluir que, na verdade, o aceitar ou não a tal guloseima não é o fato puro e simples de ela estar babada, "pegada", suja, feia, quebrada ou não. o que importa é quanto pesa pra você cada uma dessas possibilidades.

inconscientemente a gente se pergunta:
eu conheço quem está me oferecendo a bala?
eu confio nessa pessoa?
ela é limpinha?
a bala tá babada?
ela pegou com a mão?
entre outras, e atribui peso a cada sim ou não. daí aceita ou não o doce.

e não é que a teoria se aplica à vida com maior amplitude?

você pesa mil coisas antes de aceitar um emprego, antes de trepar, de comer, de comprar um sapato, antes mesmo de publicar um post tão confuso e cretino assim.

viu? e você nem sabia que seus neurônios trabalham do mesmo jeito tanto na hora de comprar uma bolsa caríssima quanto na hora de aceitar mascar um chiclete mascado e sem gosto.