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30 abril 2009

me dá um abraço?

sou uma pessoa de poucos amigos, apesar de estar rodeada por eles, e dos bons. com essa mania de enxergar pessoas, acabo me escondendo delas.

hoje encontrei alguém que me desmontou, e descobri que gosto de ser desmontada de vez em quando. o mais legal é que foi uma pessoa completamente desconhecida, mas que tem uma bagagem de "estudo de pessoas" maior que a minha, e com diploma.

eu me lembrei que eu sou uma pessoa como outra qualquer, com problemas, dúvidas, angústias, e me vi vulnerável, e daí, legível.

o melhor de tudo isso é que consegui entender que abro mão de me enxergar para enxergar os outros (talvez tentando me enxergar nos outros).

decidi que vou fazer terapia, pela primeira vez na vida senti que não posso adiar a minha necessidade de me expor.

um amigo uma vez me falou de uma música (i'm actual - the format), que começa assim:

"can we take the next hour and talk about me?
talk about me, oh we'll talk about me
talk about me, and we'll only talk about me"

o restante da música não faz muito sentido, mas durante muito tempo eu fiquei perdida nesse refrão, pensando em como olhar pra alguém e conseguir pedir: podemos falar sobre mim agora?

eu aprendi a ser menos confidente, menos amiga, menos mãe, mas não aprendi ainda a usar as palavras pra dizer aquilo que eu realmente deveria e gostaria.

essa semana 3 sonhos meus foram adiados por forças da natureza, preciso falar sobre isso, não pro mundo, mas pra quem tiver um abraço sobrando.



sentimental? eu? só hoje... infelizmente... vou tentar prolongar!!!

21 agosto 2006

almoça junto todo dia, nunca perde essa mania

acho que todo mundo já teve alguma briga com alguém que ama muito!!!

eu já briguei com meu pai, ficamos uns 4 meses sem nos falar, eu sai de casa, foi uma super confusão!!! mas no final tudo ficou resolvido... fizemos as pazes e eu acabei indo morar sozinha, hj nos damos muito bem... melhor até do que antes... e ele e minha mãe também aprenderam a curtir a liberdade deles... sem filha enchendo o saco!!!

o adri tá brigado com a mãe dele desde o natal de 2004, agora, com o casamento, espero que as coisas enfriem um pouco.

meu pai passou 14 anos sem falar com o irmão dele... e eu fiquei todo esse tempo sem contato com os meus primos... minha prima e eu, quando crianças, vivíamos praticamente como irmãs e um dia BUM, uma desapareceu da vida da outra... a uns 3 anos atrás nos cruzamos na rua (trabalhavamos no mesmo quarteirão) e ficamos uma olhando pra outra com aquela cara de "puts, eu conheço essa menina de algum lugar". a sensação de descobrir, depois de algumas horas, que era ela foi muuuito ruim... mas acabamos deixando pra lá!!!

uma noite eu acordei chorando, soluçando. tinha sonhado com ela. no dia seguinte comecei minha peregrinação, procurei na internet, na lista telefônica, liguei pra 102, falei com alguns parentes e finalmente consegui o telefone dela... liguei, marcamos de nos encontrar, e hj a gente se vê quase toda semana... conseguimos até que os nossos pais se cruzassem num churrasco e voltassem a ser algo parecido com irmãos... claro que nada voltou a ser como era antes, muito tempo passou, muitas coisas aconteceram, mas a mágoa e o medo acho que ficaram pra trás...

mas nessa familia ainda existe uma briga que me intriga muito... alguns já conhecem a história da prima, do tio, da tia, da vó e mais um monte de gente...

eu e a silvana, prima da minha mãe, somos muito parecidas, o jeito de pensar, os gostos, as idéias, até a bunda é do mesmo tamanho... um dia conversamos sobre isso e descobrimos que na verdade minha mãe praticamente criou ela como filha... como eu demorei 3 anos pra aparecer depois que meus pais se casaram, ela acabou como substituta.

a bunda eu não sei, mas muito da nossa personalidade foi minha mãe que ajudou a formar... e mesmo antes de saber de tudo isso, ela sempre foi como uma irmã pra mim (eu, filha única, arrumei uma tata - e até hj eu me refiro a ela assim)

mas por mil motivos que acabam numa história super complicada, ela acabou sendo afastada um pouco da familia toda...

a gente sempre se encontra, e sempre dá muita risada com as fofocas que fazem dela, de mim e de todo mundo... nessas já me arrumaram uns 3 filhos, já disseram que a sobrinha do adri era filha dele, e outras mil e uma histórias mirabolantes, uma mais divertida que a outra...

e ontem eu e minha mãe fomos na casa da mãe da tata entregar o convite de casamento... e enrolei, enrolei, enrolei, até que ela chegou... minha mãe, que é também um pouco mãe dela pode matar um pouquinho a saudade... e mesmo que eu saiba que até chegar a hora de tudo voltar ao normal ainda demora muito, eu acredito que pelo menos mais um coração conseguiu ficar um pouquinho mais aliviado!!! e o que importa é isso mesmo!!!

mas eu continuo na minha missão de paz... tentando aos poucos que todo mundo deixe de lado todas as mágoas e consiga sentir e fazer aquilo que realmente quer e gosta!!!

aliás, não foi só um coração aliviado, foram 3: o meu, o da minha mãe e o da minha tata...

familia... êta bichinho complicado, sô!!!