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09 setembro 2010

Mãe

Não tive muito tempo de falar sobre mim e todas as mudanças que aconteceram nas últimas semanas.

O Adri e eu temos conquistado muitas coisas juntos, e cada uma delas a seu tempo. Nossa casa, viagem à Europa, carro, trabalho e milhares de conquistas pequenas, mas teem feito, cada vez mais, nossa vida valer a pena.

Porém, nos últimos 2 anos dediquei todos os meus esforços a um sonho maior - ser mãe -, e por conta disso abri mão de milhares de outras coisas importantes: não fiz pós, não fiz aulas de circo, não desejei, não arrisquei, não vivi intensamente... e só depois de tanto tempo é que percebi que perdi. Perdi o que sonhei. E perdi o que deixei pra trás pelo sonho.

Foi uma época difícil, balancei muito entre esperança, alegria, frustração e tristeza, mas esse ano a vida começou a mudar, deixei de pensar somente no meu sonho e não é que ele se realizou?

Tem sido difícil controlar tanta alegria, emoção e ansiedade nas últimas semanas, porém, para alguns, pode estar sendo estranho que eu não esteja dividindo aqui outros detalhes (os mais íntimos) deste momento tão especial, mas estou me dando o direito de ser um pouquinho egoísta. Foram dois anos esperando, posso passar umas semanas curtindo e rindo sozinha, não?

Tenho dividido o máximo possível minhas alegrias e tudo que está atrelada a ela com pessoas queridas, e tem sido incrível ver e sentir as boas energias de parentes, amigos e até colegas de trabalho, porém, admito que não é fácil lidar com tanta gente dando conselho, fazendo e repetindo perguntas, presentes, sugestões de nomes, idéias de decoração, enxoval, maternidade, pré-natal, ultrassom, simpatias, percepções etc.

Não conhecia isso, mas entendi que gravidez nunca é só sua, nem só do marido/pai, avós, tios e amigos. Gravidez é de todo mundo.

Deixo e quero que continuem participando, mas ainda vou me permitir guardar algumas coisas só pra mim. Enquanto isso deliciem-se com o blog do papai babão, metade do meu coração tá lá também (www.papaizumbano.blogspot.com).

30 abril 2009

me dá um abraço?

sou uma pessoa de poucos amigos, apesar de estar rodeada por eles, e dos bons. com essa mania de enxergar pessoas, acabo me escondendo delas.

hoje encontrei alguém que me desmontou, e descobri que gosto de ser desmontada de vez em quando. o mais legal é que foi uma pessoa completamente desconhecida, mas que tem uma bagagem de "estudo de pessoas" maior que a minha, e com diploma.

eu me lembrei que eu sou uma pessoa como outra qualquer, com problemas, dúvidas, angústias, e me vi vulnerável, e daí, legível.

o melhor de tudo isso é que consegui entender que abro mão de me enxergar para enxergar os outros (talvez tentando me enxergar nos outros).

decidi que vou fazer terapia, pela primeira vez na vida senti que não posso adiar a minha necessidade de me expor.

um amigo uma vez me falou de uma música (i'm actual - the format), que começa assim:

"can we take the next hour and talk about me?
talk about me, oh we'll talk about me
talk about me, and we'll only talk about me"

o restante da música não faz muito sentido, mas durante muito tempo eu fiquei perdida nesse refrão, pensando em como olhar pra alguém e conseguir pedir: podemos falar sobre mim agora?

eu aprendi a ser menos confidente, menos amiga, menos mãe, mas não aprendi ainda a usar as palavras pra dizer aquilo que eu realmente deveria e gostaria.

essa semana 3 sonhos meus foram adiados por forças da natureza, preciso falar sobre isso, não pro mundo, mas pra quem tiver um abraço sobrando.



sentimental? eu? só hoje... infelizmente... vou tentar prolongar!!!

05 janeiro 2007

olééééééééé!!!


um dia eu quase morri de rir quando o felipe (que trabalha comigo) me contou que sonhara com guitarras que caiam do céu e ets que tentavam ajudar as pobres vítmas da chuva musical, mas hoje tive um dos sonhos mais malucos da minha vida, o que me deixa empatada com ele em bizarrices oníricas.

estava eu passeando por um shopping qualquer quando a mayra, minha gerente, me liga dizendo precisar falar comigo urgente.

nos encontramos, e meu pai, que estava comigo, insistia em ouvir a conversa. então, sem nenhuma educação, pedi que ele saisse, e ele saiu... pegou o carro e foi pra marginal...

eu corri e, pendurada na janela, com a cabeça pra dentro e a bunda pra fora do carro (e erra gonzaguinha quando diz: a gente não está com a bunda exposta na janela pra passar a mão nela), tentava pegar minhas coisas, celular, bolsa, blusa, guarda-chuva...

quando consegui pegar tudo me joguei do carro em movimento e, como um gato, cai em pé, mas estava muuuuuuuito longe, haviamos percorrido uma distância relativa a mais ou menos duas pontes da marginal.

resolvi voltar andando, mas o caminho era maluco.

primeiro passei por um beco, um lugar que parecia uma favela. então entrei em uma espécie de labirinto, e no final dele descobri que estava no caminho errado e tive que voltar.

de volta ao caminho certo (e sem fim), andei, andei, andei e cheguei em um barranco guardado por um touro. tentei fugir, mas o danado cismou em vir atrás de mim... e ele era malvado, andava em duas patas e me ameaçava (sim, ele falava).

num determinado momento, entre eu e o touro havia um portão, eu tentei durante horas atravessar o portão, mas o touro não dava uma trégua.

num surto de genialidade consegui distrair o touro e entrar por um túnel, que mais tarde descobri ser um túnel do tempo.

voltei pro meu primeiro dia de trabalho na media contacts, e lá encontrei o felipe, que entrou comigo, e eu tentava contar pra ele que eu estava vivendo tudo de novo, mas ele me olhava com cara de "socorro, tirem essa louca de perto de mim".

durante todo o tempo em que eu vivi o passado de novo eu tentava fazer as coisas diferentes, mas era impossível, eu não tinha controle sobre meus atos, palavras, movimentos...

e minha maior preocupação é que eu havia passado uma semana montando um quebra-cabeça de 3.000 peças, e com essa (revira)volta no tempo eu teria que montar ele todo de novo.

agora, depois de muitas risadas, eu me pergunto: o que será que a ma tinha pra me dizer???

21 agosto 2006

almoça junto todo dia, nunca perde essa mania

acho que todo mundo já teve alguma briga com alguém que ama muito!!!

eu já briguei com meu pai, ficamos uns 4 meses sem nos falar, eu sai de casa, foi uma super confusão!!! mas no final tudo ficou resolvido... fizemos as pazes e eu acabei indo morar sozinha, hj nos damos muito bem... melhor até do que antes... e ele e minha mãe também aprenderam a curtir a liberdade deles... sem filha enchendo o saco!!!

o adri tá brigado com a mãe dele desde o natal de 2004, agora, com o casamento, espero que as coisas enfriem um pouco.

meu pai passou 14 anos sem falar com o irmão dele... e eu fiquei todo esse tempo sem contato com os meus primos... minha prima e eu, quando crianças, vivíamos praticamente como irmãs e um dia BUM, uma desapareceu da vida da outra... a uns 3 anos atrás nos cruzamos na rua (trabalhavamos no mesmo quarteirão) e ficamos uma olhando pra outra com aquela cara de "puts, eu conheço essa menina de algum lugar". a sensação de descobrir, depois de algumas horas, que era ela foi muuuito ruim... mas acabamos deixando pra lá!!!

uma noite eu acordei chorando, soluçando. tinha sonhado com ela. no dia seguinte comecei minha peregrinação, procurei na internet, na lista telefônica, liguei pra 102, falei com alguns parentes e finalmente consegui o telefone dela... liguei, marcamos de nos encontrar, e hj a gente se vê quase toda semana... conseguimos até que os nossos pais se cruzassem num churrasco e voltassem a ser algo parecido com irmãos... claro que nada voltou a ser como era antes, muito tempo passou, muitas coisas aconteceram, mas a mágoa e o medo acho que ficaram pra trás...

mas nessa familia ainda existe uma briga que me intriga muito... alguns já conhecem a história da prima, do tio, da tia, da vó e mais um monte de gente...

eu e a silvana, prima da minha mãe, somos muito parecidas, o jeito de pensar, os gostos, as idéias, até a bunda é do mesmo tamanho... um dia conversamos sobre isso e descobrimos que na verdade minha mãe praticamente criou ela como filha... como eu demorei 3 anos pra aparecer depois que meus pais se casaram, ela acabou como substituta.

a bunda eu não sei, mas muito da nossa personalidade foi minha mãe que ajudou a formar... e mesmo antes de saber de tudo isso, ela sempre foi como uma irmã pra mim (eu, filha única, arrumei uma tata - e até hj eu me refiro a ela assim)

mas por mil motivos que acabam numa história super complicada, ela acabou sendo afastada um pouco da familia toda...

a gente sempre se encontra, e sempre dá muita risada com as fofocas que fazem dela, de mim e de todo mundo... nessas já me arrumaram uns 3 filhos, já disseram que a sobrinha do adri era filha dele, e outras mil e uma histórias mirabolantes, uma mais divertida que a outra...

e ontem eu e minha mãe fomos na casa da mãe da tata entregar o convite de casamento... e enrolei, enrolei, enrolei, até que ela chegou... minha mãe, que é também um pouco mãe dela pode matar um pouquinho a saudade... e mesmo que eu saiba que até chegar a hora de tudo voltar ao normal ainda demora muito, eu acredito que pelo menos mais um coração conseguiu ficar um pouquinho mais aliviado!!! e o que importa é isso mesmo!!!

mas eu continuo na minha missão de paz... tentando aos poucos que todo mundo deixe de lado todas as mágoas e consiga sentir e fazer aquilo que realmente quer e gosta!!!

aliás, não foi só um coração aliviado, foram 3: o meu, o da minha mãe e o da minha tata...

familia... êta bichinho complicado, sô!!!

28 julho 2006

fudida e mal paga


eu sempre programei direitinho minha vida, nunca fiz nada sem ter certeza de que daria certo. descobri que sou uma pessoa que não gosta de apostar, de arriscar!!!

e hj, pela primeira vez na minha vida, eu fui despedida!!!

claro que o chefe veio puxar meu saco, dizer que tentou me defender, que eu era uma ótima funcionária etc... mas acabou na história de que a empresa está fazendo cortes e que o produto que eu estava desenvolvendo não era prioridade!!!

tentei esperar um pouco o pessoal sair de uma reunião, enquanto separava meus pertences e fazia um backup das minhas coisas pessoais, mas não, eles não me deixaram permanecer na empresa nem 5 minutos!!! RUA, E AGORA!!!

e pela primeira vez meu mundo desabou!!! tenho contas, prestações e infinitas coisas pra pagar, e não sei o que fazer!!!

fiquei mais de uma hora andando pela avenida paulista, sem rumo, chorando como uma louca (pelo menos era engraçado ver a cara das pessoas me olhando na rua). de repente cai na real, e resolvi entrar no ônibus e vir pra casa!!!

já enviei infinitos curriculos, e a cada 2 minutos eu abro meu gmail pra ver se alguém respondeu!!!

eu, que sempre brincava, dizendo que devia ter nascido madame, pra passear com o meu poodle por pinheiros, encontrar minhas amigas na competition, ir no meu audi fazer compras no shopping iguatemi!!!

eu quero é morar num pulgueiro, beber cerveja num boteco do bixiga, andar de ônibus lotado, trabalhar que nem uma condenada!!! isso sim é que é vida, mas até dessa eu tô tendo que abrir mão!!!